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Maceió,19/05/2026

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André Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para carceragem da PF

Assessoria
André Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para carceragem da PF Banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master - Foto: Secretaria da Administração Penitenciária-SP

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi transferido nesta segunda-feira (18) para uma cela comum na carceragem da superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator das investigações que apuram supostas fraudes financeiras envolvendo a instituição bancária.

Vorcaro estava detido desde março em uma sala de estado-maior, espaço reservado normalmente para autoridades e pessoas com prerrogativas específicas. O mesmo local chegou a abrigar o ex-presidente Jair Bolsonaro antes de sua transferência para prisão domiciliar.

Com a mudança para a carceragem comum da PF, o banqueiro passará a cumprir regras mais rígidas de detenção. A principal alteração envolve o controle de visitas e contatos externos, especialmente reuniões com advogados e representantes jurídicos. Até então, Vorcaro tinha maior liberdade para receber defensores responsáveis pela negociação de um possível acordo de delação premiada apresentado recentemente à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

A investigação ganhou novos desdobramentos após a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no início de março. A operação investiga suspeitas de fraudes financeiras, manipulação contábil e possíveis irregularidades relacionadas à tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília, conhecido como BRB.

Segundo investigadores, há suspeitas de movimentações financeiras consideradas atípicas e operações que teriam sido estruturadas para ocultar prejuízos e ampliar artificialmente a capacidade financeira da instituição. A PF também apura se houve uso de influência política e articulações dentro do sistema financeiro para facilitar negociações envolvendo recursos públicos.

A transferência de Vorcaro ocorre em um momento delicado das investigações. Fontes ligadas ao caso afirmam que a proposta de colaboração entregue aos investigadores pode abrir uma nova frente de apurações e atingir empresários, executivos do mercado financeiro e agentes públicos supostamente ligados às operações investigadas.

A defesa do banqueiro afirma que ele é inocente e sustenta que todas as operações realizadas pelo Banco Master seguiram critérios legais e regulatórios. Os advogados também alegam que o empresário tem colaborado com as autoridades desde o início das investigações.

O caso segue sob sigilo parcial no Supremo Tribunal Federal e é acompanhado de perto pelo mercado financeiro devido ao impacto potencial sobre o sistema bancário e sobre instituições públicas envolvidas nas negociações investigadas.

Redação ANH/DF




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