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Maceió,19/05/2026

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MST bloqueia BR-406 em protesto contra reintegração de posse no RN

Assessoria
MST bloqueia BR-406 em protesto contra reintegração de posse no RN Integrantes do MST bloquearam trecho da BR-406 no RN - Foto: reprodução

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realizaram na manhã desta terça-feira (19) um bloqueio em um trecho da BR-406, entre o município de Jandaíra e o distrito de Baixa do Meio, no interior potiguar. O protesto foi organizado em resposta à decisão judicial que determina a reintegração de posse da área ocupada pelo acampamento Zé Teixeira.

A manifestação provocou lentidão e congestionamento no tráfego da rodovia federal, uma das principais vias de ligação da região. Pneus, faixas e barricadas foram utilizados pelos manifestantes para interromper parcialmente a circulação de veículos durante o ato.

Segundo o MST, o acampamento abriga atualmente cerca de 110 famílias e está próximo de completar um ano de existência. O movimento afirma que a ocupação ocorreu em junho de 2025, em uma área que estaria desativada e sem utilização produtiva, pertencente à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e à Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte.

De acordo com os organizadores do protesto, as famílias desenvolvem atividades agrícolas no local e mantêm projetos sociais e educacionais, incluindo turmas de alfabetização. Em publicação nas redes sociais, o movimento declarou que o espaço antes estaria abandonado pelo poder público e que a comunidade teria transformado a área em local de produção de alimentos e geração de renda.

“Ocuparam uma área desativada e seguem resistindo e transformando o abandono do estado em trabalho, produção de alimentos e dignidade”, afirmou o MST em nota divulgada durante a mobilização.

A decisão de reintegração de posse foi emitida pela Justiça após pedido relacionado à recuperação da área pertencente aos órgãos de pesquisa agropecuária. Até o momento, não há confirmação sobre a data em que o despejo deverá ser executado pelas autoridades.

O caso reacende o debate sobre reforma agrária, ocupações de terra e conflitos fundiários no Brasil. Movimentos sociais defendem que áreas consideradas improdutivas sejam destinadas ao assentamento de famílias sem terra, enquanto proprietários e órgãos públicos argumentam sobre a legalidade da posse e da utilização dos terrenos.

A Polícia Rodoviária Federal acompanhou a manifestação para monitorar o tráfego e evitar confrontos. Apesar do bloqueio e da tensão no local, não houve registro de violência ou prisões durante o protesto.

As negociações e desdobramentos judiciais do caso seguem sendo acompanhados por representantes do movimento, órgãos públicos e autoridades estaduais.

Redação ANH/RN




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