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Maceió,30/05/2026

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Suspeita de matar animais em vídeos pagos responde em liberdade após prisão

Assessoria
Suspeita de matar animais em vídeos pagos responde em liberdade após prisão Daiana Schuinsekel de Almeida foi presa no Centro de São Paulo, mas acabou liberada após prestar depoimento à polícia. Foto: Reprodução/TV Globo

A empresária Daiana Schuinsekel de Almeida, investigada por suspeita de torturar e matar animais para produzir vídeos comercializados na internet, foi solta poucas horas após ser presa nesta quinta-feira (28), no Centro de São Paulo. O caso é investigado pela Polícia Civil paulista e ganhou repercussão internacional após uma organização não governamental da Bulgária denunciar os conteúdos às autoridades brasileiras.

De acordo com a investigação, Daiana confessou em depoimento que produzia os vídeos com finalidade de excitação sexual e que comercializava o material em plataformas semelhantes ao Discord para usuários de países europeus. Segundo os investigadores, os conteúdos eram vendidos por valores entre 20 e 50 euros, dependendo do tipo de gravação.

A prisão ocorreu durante uma operação da Delegacia de Crimes contra os Animais, vinculada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Na residência da empresária, os policiais apreenderam aparelhos celulares, computadores e os sapatos supostamente utilizados nas gravações, considerados peças importantes para o avanço das investigações.

Apesar da detenção, Daiana acabou liberada após prestar depoimento. Segundo a Polícia Civil, os investigadores não conseguiram acessar imediatamente os dados armazenados nos celulares apreendidos e não havia situação de flagrante que justificasse a manutenção da prisão. Ela responderá em liberdade pelos crimes de maus-tratos a animais e atos obscenos.

As investigações apontam que os vídeos exibiam cenas de extrema violência contra animais como coelhos, pintinhos e gatos. Nas gravações, segundo a polícia, os animais eram agredidos e mortos enquanto a suspeita realizava os atos diante das câmeras.

O caso começou a ser apurado após uma ONG da Bulgária identificar os vídeos circulando em plataformas digitais e encaminhar o material à Polícia Federal brasileira. Posteriormente, o inquérito foi transferido para a Polícia Civil de São Paulo, que agora tenta identificar a extensão da atividade criminosa, o número de vídeos comercializados e possíveis envolvidos no esquema.

A defesa da empresária informou que ainda analisa o conteúdo da investigação antes de se manifestar oficialmente sobre o caso.

A Polícia Civil também apura se havia participação de outras pessoas na produção e distribuição dos vídeos, além de investigar como funcionava a rede internacional de compradores do material.

Redação ANH/SP




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