Avanço histórico coloca Alagoas entre estados com alto desenvolvimento humano
Índice do estado foi puxado pelo parâmetro de educação, que atingiu 0,729, numa escala que vai de zero a 1. Foto: Ascom Seduc Alagoas alcançou, em 2024, o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de sua história e passou oficialmente para a faixa de alto desenvolvimento humano, segundo dados divulgados pelo Radar IDHM 2024, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado registrou índice de 0,746, superando o patamar de 0,700, considerado referência para a classificação de alto desenvolvimento humano.
O levantamento mostra uma evolução significativa nos indicadores sociais alagoanos nos últimos anos. Em 2021, o estado possuía índice de 0,691, enquadrado na faixa de médio desenvolvimento humano. Quando comparado à série histórica iniciada em 2012, quando Alagoas registrava 0,657, o crescimento acumulado foi o maior entre todas as unidades da Federação no período.
O IDHM mede a qualidade de vida da população a partir de três dimensões principais: educação, renda e longevidade. O índice varia de zero a 1, sendo que quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano da população.
Entre os fatores que impulsionaram o avanço de Alagoas, a educação aparece como principal destaque. O estado alcançou índice de 0,729 nesse indicador, crescimento de 5,4% em relação a 2021. O relatório aponta melhora no fluxo escolar, aumento da escolaridade média da população e redução das desigualdades educacionais, especialmente entre pessoas negras.
A Secretaria de Estado da Educação atribui parte desse resultado ao Cartão Escola 10, programa criado em 2021 com foco no combate à evasão escolar no ensino médio. Segundo o governo estadual, o programa já investiu cerca de R$ 460 milhões e beneficiou mais de 150 mil estudantes com bolsas de frequência, retorno e conclusão escolar.
A iniciativa é considerada uma das principais políticas públicas educacionais implementadas no estado nos últimos anos e inspirou programas nacionais de incentivo à permanência estudantil, como o Pé-de-Meia, do governo federal.
Outro indicador que apresentou desempenho expressivo foi o de longevidade. O IDHM Longevidade de Alagoas chegou a 0,823 em 2024, índice classificado como muito alto pelo Pnud. O cálculo considera a expectativa de vida ao nascer e reflete melhorias nas condições de saúde, acesso a serviços básicos e redução da mortalidade.
De acordo com o relatório, os avanços registrados em Alagoas indicam impacto positivo de políticas públicas voltadas à educação, assistência social e redução das vulnerabilidades históricas do estado. O estudo também destaca a redução gradual das desigualdades sociais e o fortalecimento de indicadores relacionados ao bem-estar da população.
Redação ANH/AL








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