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Maceió,01/06/2026

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Senado vai decidir futuro da PEC que prevê o fim da escala 6x1

Agência Senado
Senado vai decidir futuro da PEC que prevê o fim da escala 6x1 Senado terá três propostas na mesa para decidir futuro da jornada de trabalho. Foto: Marcos Oliveira

A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada semanal deve entrar em uma nova fase de discussão no Senado Federal. Após a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pela Câmara dos Deputados, a Casa passa a analisar diferentes alternativas sobre o tema, em meio a disputas políticas sobre qual texto terá prioridade na tramitação.

Atualmente, três propostas tratam da redução da jornada de trabalho no Senado. Além da PEC aprovada pelos deputados na última semana, existe uma proposta apresentada pela oposição e outra de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), considerada a mais avançada do ponto de vista regimental por já ter sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aguardar votação em plenário desde o fim do ano passado.

A decisão sobre qual texto será analisado primeiro deverá ser tomada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em conjunto com os líderes partidários. A escolha poderá influenciar tanto a velocidade da tramitação quanto o conteúdo final das mudanças propostas para as relações de trabalho no país.

Até o fim de semana, a PEC aprovada pela Câmara ainda não havia sido encaminhada oficialmente para análise da CCJ do Senado. Apesar disso, a expectativa é de que o texto receba atenção especial por ter sido amplamente debatido e aprovado pelos deputados.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), sinalizou que pretende dar prioridade à proposta vinda da Câmara. Segundo ele, o texto já passou por um amplo debate no Legislativo e conta com apoio significativo dos parlamentares. Ao mesmo tempo, reconheceu que a iniciativa apresentada por Paulo Paim foi pioneira na discussão sobre a redução da jornada de trabalho no Senado.

Nos bastidores, integrantes do governo federal avaliam que a expressiva aprovação obtida na Câmara fortaleceu a defesa da proposta. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalham para que a matéria avance rapidamente e seja apreciada antes do recesso parlamentar de julho.

Já a oposição busca ampliar o debate sobre o tema e pretende utilizar sua própria PEC como instrumento de negociação. Parlamentares ligados ao setor produtivo defendem ajustes na proposta aprovada pela Câmara, especialmente em pontos relacionados ao período de adaptação das empresas e à possibilidade de acordos coletivos para definição das jornadas de trabalho.

Outra alternativa em discussão é a unificação de trechos das três propostas em um único texto durante a tramitação no Senado. A estratégia permitiria incorporar sugestões de diferentes grupos políticos e ampliar o consenso em torno das novas regras.

Pela versão aprovada pela Câmara dos Deputados, a jornada máxima semanal de trabalho seria reduzida de 44 para 40 horas. A mudança ocorreria gradualmente, em um prazo de até 14 meses após a promulgação da emenda constitucional. O texto também estabelece o fim da escala 6x1, garantindo dois dias de descanso semanal aos trabalhadores, medida que passaria a valer 60 dias após a aprovação definitiva da proposta.

O Senado já autorizou a realização de uma sessão temática para debater o assunto, mas a data do encontro ainda não foi definida. A expectativa é de que as discussões ganhem intensidade nas próximas semanas, diante do impacto que as mudanças podem gerar para trabalhadores, empresas e para o mercado de trabalho brasileiro.

Redação ANH/DF




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