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Maceió,07/06/2026

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Cenário eleitoral permanece indefinido em estados-chave para 2026

Assessoria
Cenário eleitoral permanece indefinido em estados-chave para 2026 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegam à reta que antecede o início oficial da campanha eleitoral ainda enfrentando desafios para consolidar seus palanques nos principais colégios eleitorais do país. Juntos, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará concentram mais de 100 milhões de eleitores, o equivalente a cerca de 70% do eleitorado brasileiro.

Nos estados considerados estratégicos pelas duas campanhas, persistem indefinições relacionadas à formação de chapas, alianças partidárias e escolha de candidatos ao governo e ao Senado.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com mais de 31 milhões de eleitores, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve liderar o palanque de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, enquanto o ex-ministro Fernando Haddad (PT) é o principal nome do campo governista para a corrida ao Palácio dos Bandeirantes.

Apesar da definição dos candidatos ao governo, o grupo de Lula ainda busca consenso para as vagas ao Senado. Nomes como Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) disputam espaço na composição da chapa. A escolha do candidato a vice-governador também segue em discussão.

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, a desistência do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) de disputar o governo estadual obrigou aliados de Lula a reorganizarem a estratégia. Entre os nomes cogitados para a disputa estão o empresário Josué Gomes da Silva, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos.

No campo da oposição, o grupo político do governador Romeu Zema (Novo) trabalha com a candidatura de Mateus Simões (PSD), enquanto o senador Cleitinho (Republicanos), que aparece bem posicionado em pesquisas, ainda não confirmou participação na disputa.

No Rio de Janeiro, o cenário também apresenta ajustes. A desistência do ex-governador Cláudio Castro de concorrer ao Senado abriu espaço para uma disputa interna no PL. Entre os nomes cotados estão Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy e Carlos Portinho. Pelo lado governista, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) deverá liderar o palanque de Lula, acompanhado da deputada Benedita da Silva (PT) na disputa por uma vaga no Senado.

Na Bahia, um dos estados onde Lula obteve ampla vantagem na eleição anterior, o presidente contará com o apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, além dos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa na corrida ao Senado. Já o grupo de Flávio Bolsonaro busca fortalecer a aliança com ACM Neto (União Brasil), embora o ex-prefeito de Salvador ainda não tenha formalizado apoio à candidatura presidencial do senador.

No Paraná, Flávio Bolsonaro terá como principal aliado o senador Sergio Moro (PL), pré-candidato ao governo estadual. Também integram o grupo nomes como Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), que disputarão o Senado. Já Lula apoiará Roberto Requião Filho (PDT) para o governo e Gleisi Hoffmann (PT) para o Senado.

O Rio Grande do Sul aparece como um dos estados com cenário mais definido. Lula apoiará Juliana Brizola (PDT) ao governo estadual, tendo Edegar Pretto (PT) como vice. Flávio Bolsonaro contará com Luciano Zucco (PL) na disputa pelo governo e com Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL) como candidatos ao Senado.

Em Pernambuco, o PT trabalha para manter apoio tanto da governadora Raquel Lyra (PSD) quanto do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que devem protagonizar a disputa pelo governo estadual. No campo adversário, o grupo ligado a Flávio Bolsonaro ainda busca consolidar uma candidatura competitiva após mudanças no cenário local.

No Ceará, Lula chega com uma estrutura considerada consolidada, tendo o governador Elmano de Freitas (PT) como candidato à reeleição, além de Cid Gomes (PDT) e Eunício Oliveira (MDB) na disputa ao Senado. Já o PL estadual decidiu apoiar a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo, movimento que gerou divergências entre lideranças conservadoras e ampliou as discussões sobre a formação do palanque de Flávio Bolsonaro no estado.

Com a proximidade do período eleitoral, PT e PL intensificam negociações para ampliar alianças e fortalecer suas bases regionais. A definição dos palanques nos maiores colégios eleitorais é vista como etapa decisiva para a estratégia das duas campanhas na disputa pela Presidência da República.

Redação ANH




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