UFRN avança na transição energética com projeto inovador de hidrogênio verde
Projeto da UFRN utiliza processos eletroquímicos para transformar rejeitos salinos em hidrogênio verde e hipoclorito. Foto: Reprodução Projeto da UFRN que transforma rejeitos salinos em hidrogênio verde é aprovado em programa nacional
Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi selecionada para integrar o Programa Vértice, iniciativa voltada à transformação de pesquisas acadêmicas em soluções tecnológicas e negócios para o Semiárido brasileiro. O projeto, denominado HYDROSALT, propõe utilizar processos eletroquímicos para converter rejeitos salinos em hidrogênio verde e hipoclorito.
A pesquisa é desenvolvida pela aluna de pós-graduação em Engenharia Química Ana Eduarda Cavalcanti Bertoldo, no Laboratório de Eletroquímica Ambiental e Aplicada (LEAA). A tecnologia busca aproveitar resíduos gerados em processos de dessalinização e atividades industriais, transformando-os em produtos de maior valor agregado e reduzindo os impactos ambientais do descarte desses materiais.
Além de contribuir para a preservação ambiental, a proposta pretende fortalecer a produção de insumos destinados aos setores de energia, saneamento e indústria química, alinhando-se às estratégias de transição energética e economia circular.
O Programa Vértice é promovido pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Semiárido (CTERSA), em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o Governo Federal. A iniciativa apoia projetos com potencial de mercado por meio da concessão de bolsas e acesso à infraestrutura laboratorial.
Segundo Ana Eduarda, a aprovação representa um importante reconhecimento do potencial das pesquisas desenvolvidas na UFRN para gerar soluções inovadoras voltadas ao desenvolvimento sustentável.
A pesquisadora destacou ainda o apoio recebido durante o desenvolvimento do projeto, especialmente dos professores Elisama Vieira dos Santos e Carlos Alberto Martínez-Huitle, além da coorientadora Jussara Câmara.
Pesquisa reforça atuação da UFRN na transição energética
Para a professora Elisama Vieira dos Santos, uma das coordenadoras do LEAA, a seleção do projeto evidencia a capacidade da universidade de desenvolver tecnologias estratégicas relacionadas ao uso sustentável da água, à transição energética e à economia circular.
Ela ressalta que o resultado também reflete o trabalho do laboratório na integração entre pesquisa científica, inovação tecnológica e formação de novos pesquisadores.
Recentemente, o LEAA também teve outro trabalho reconhecido nacionalmente durante a 49ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), quando o estudante Gustavo Adriano Barbosa Santana foi premiado por uma pesquisa sobre o uso da radiação solar para degradação de contaminantes e produção de hidrogênio.
Laboratório integra rede nacional
Coordenado pelos professores Carlos Alberto Martínez-Huitle e Elisama Vieira dos Santos, o Laboratório de Eletroquímica Ambiental e Aplicada desenvolve pesquisas em áreas como produção de hidrogênio verde, eletrocatálise, tratamento de águas e efluentes, valorização de resíduos e desenvolvimento de novos materiais para aplicações ambientais e energéticas.
O laboratório também integra o Sistema Nacional de Laboratórios em Hidrogênio (SisH2 Brasil), rede que reúne instituições de pesquisa de diferentes regiões do país para impulsionar o desenvolvimento de tecnologias voltadas à produção de hidrogênio de baixo carbono e à formação de profissionais para a transição energética.
Redação ANH/RN






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