El Niño muda cenário climático e reduz intensidade dos ventos no RN
Temporada de ventos começou no RN, mas a Emparn prevê rajadas menos intensas neste ano devido à influência do fenômeno El Niño. Foto: José Aldenir/Arquivo O Rio Grande do Norte deu início à temporada de ventos neste mês de julho, mas a previsão para este ano é de rajadas menos intensas em comparação aos anos anteriores. A redução na força dos ventos está relacionada à atuação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico, que também deve provocar diminuição das chuvas a partir da segunda quinzena de julho e elevar as temperaturas entre setembro e novembro, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn).
De acordo com o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, os efeitos do El Niño já começam a ser percebidos com o enfraquecimento das precipitações registradas nos últimos meses. A expectativa é de que o fenômeno reduza o volume de chuvas, especialmente no fim de julho, e favoreça um cenário mais quente durante a primavera.
O encerramento do período chuvoso coincide com o início da estação dos ventos no estado, quando normalmente são registradas rajadas entre 40 km/h e 60 km/h. Neste ano, no entanto, a circulação de ventos deve ser mais fraca devido ao bloqueio atmosférico provocado pelo El Niño, que dificulta o fluxo de ar sobre a região Nordeste.
Segundo Bristot, a diminuição da circulação de ventos também deve intensificar o calor, principalmente nas cidades litorâneas. No interior do estado, onde as temperaturas já costumam ser elevadas nesta época do ano, o principal impacto será a redução da intensidade dos ventos, já que o período é tradicionalmente marcado por estiagem.
A Emparn avalia ainda que os efeitos do El Niño poderão se estender pelos primeiros meses de 2027, influenciando principalmente o regime de chuvas no Rio Grande do Norte. Caso o fenômeno permaneça ativo, a tendência é de continuidade da redução das precipitações no início do próximo ano.
Em Natal, apesar das madrugadas ainda registrarem temperaturas entre 21°C e 22°C, a expectativa é de aumento da sensação térmica nos próximos meses. A menor circulação de ar dificulta a dispersão da umidade, tornando o ambiente mais abafado e reduzindo a capacidade de resfriamento do corpo por meio da transpiração.
Diante desse cenário, a orientação da Emparn é que a população redobre os cuidados com a saúde. A recomendação é manter uma boa hidratação, evitar exposição prolongada ao sol nos horários de maior intensidade da radiação e adotar medidas preventivas para minimizar os impactos do calor, que também pode favorecer problemas respiratórios e aumentar os riscos de doenças relacionadas à exposição solar.
Redação ANH/RN






COMENTÁRIOS