Hospitais do RN denunciam atrasos de até sete meses e suspendem atendimentos pelo SUS
Hospital Rio Grande já interrompeu os atendimentos a novos pacientes encaminhados pelo SUS. Foto: José Aldenir Três hospitais privados de Natal suspenderam o recebimento de novos pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devido aos atrasos nos repasses financeiros do Governo do Rio Grande do Norte. A medida atinge o Hospital Rio Grande, o Hospital Memorial São Francisco e o Hospital do Coração, que mantêm contratos com o Estado para a realização de procedimentos e atendimentos especializados.
As unidades afirmam que os atrasos nos pagamentos comprometeram a capacidade financeira de manter equipes, custear procedimentos e garantir a continuidade dos serviços prestados à população.
O Hospital Memorial São Francisco informou, por meio de nota, que enfrenta atrasos recorrentes nos repasses referentes aos serviços prestados à rede estadual e que acordos de parcelamento firmados com o Governo do Estado também não foram cumpridos. Diante do cenário, a unidade anunciou que deixará de receber novos pacientes do SUS a partir deste sábado (1º), embora continue aberta ao diálogo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) em busca de uma solução.
O Hospital Rio Grande já havia suspendido os novos atendimentos na quinta-feira (30). A direção da unidade informou que os pacientes atualmente internados continuarão recebendo assistência normalmente, sem interrupção dos tratamentos.
O Hospital do Coração também aderiu à suspensão dos novos atendimentos pelo SUS. Até o momento, porém, a instituição não divulgou um posicionamento oficial sobre a decisão.
Segundo informações repassadas pelos hospitais, algumas unidades acumulam meses de pagamentos em atraso. Em um dos casos, o débito do Estado já se estenderia por aproximadamente sete meses.
A suspensão dos atendimentos tem como objetivo pressionar o Governo do Rio Grande do Norte a regularizar os repasses financeiros e assegurar a continuidade dos contratos firmados entre a rede estadual de saúde e os hospitais privados.
Até a publicação desta reportagem, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) ainda não havia informado quais medidas pretende adotar para resolver o impasse e evitar prejuízos aos pacientes que dependem do encaminhamento da rede pública.
Redação ANH/RN






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