Metrô de Fortaleza: Linha Leste chega a 50% e pode começar a operar em 2027
Estações do Colégio Militar e da Nunes Valente devem ser as primeiras a ser entregues no final de 2027. Foto: Thiago Gadelha As obras da primeira fase da Linha Leste do Metrô de Fortaleza chegaram a 50% de execução. O trecho, que ligará o Centro ao Papicu, tem previsão de ter os dois túneis concluídos até o fim de 2027. Com isso, o Governo do Ceará avalia a possibilidade de iniciar a operação para passageiros entre o fim de 2027 e o começo de 2028.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira (25) pelo secretário da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), Hélio Leitão, durante uma visita às obras do Metrofor.
Segundo o secretário, a data para o início da operação ainda depende de estudos de viabilidade técnica. A proposta em análise é adotar um modelo de operação faseada, permitindo que os trechos e estações sejam liberados à medida que forem concluídos.
“No final do ano de 2027, os dois túneis até o Papicu, que é o final dessa primeira fase, vão estar concluídos. A previsão [para início da operação] é entre o final de 2027 e o começo de 2028, se o estudo trouxer viabilidade técnica”, afirmou Hélio Leitão.
Pelo planejamento original, o transporte de passageiros só começaria após a conclusão de todo o empreendimento, prevista para o fim de 2028. A possibilidade de antecipação foi solicitada pelo governador Elmano de Freitas, segundo o secretário.
A ideia é que estações que forem concluídas antes do restante do projeto possam começar a funcionar. Entre as unidades citadas estão as estações Colégio Militar e Nunes Valente.
Avenida Santos Dumont é reaberta após 12 anos
Também nesta sexta-feira, a Avenida Santos Dumont foi totalmente liberada para o tráfego no trecho entre as ruas Dona Leopoldina e Nogueira Acioli, próximo ao Colégio Militar de Fortaleza.
O trecho permaneceu interditado por cerca de 12 anos em razão das obras da Linha Leste do Metrô.
Com a abertura da via, o Governo do Ceará pretende reduzir os impactos provocados pelas intervenções na região e melhorar a circulação de veículos.
Obra pode chegar a quase R$ 4 bilhões
O contrato principal da Linha Leste está orçado em aproximadamente R$ 2,7 bilhões e contempla os túneis e outras estruturas do empreendimento. Somado aos cerca de R$ 1,2 bilhão destinados às três novas estações incorporadas ao projeto, o investimento total se aproxima de R$ 4 bilhões.
Os recursos são provenientes do Tesouro Estadual, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal.
Durante a visita às obras, Hélio Leitão também falou sobre a mudança na composição do consórcio responsável pelo empreendimento. A empresa brasileira Agis deixou a parceria de forma contratual, e a espanhola Sacyr passou a liderar o projeto de maneira isolada.
Segundo o secretário, a saída ocorreu após uma avaliação da gestão estadual sobre o cumprimento das exigências estabelecidas para a execução da obra.
Intervenção na Praça Luíza Távora será temporária
As obras da Linha Leste também devem provocar uma intervenção temporária em parte da Praça Luíza Távora. De acordo com a Seinfra, a medida busca evitar uma nova interdição da Avenida Santos Dumont durante a execução dos trabalhos.
Hélio Leitão afirmou que não haverá demolição de edificações históricas existentes na área e que a utilização da praça será provisória.
“Não existe nada definitivo. O que há são relatórios e estudos técnicos dos nossos arquitetos e engenheiros indicando a área que teria o menor impacto para a população”, declarou.
Segundo ele, apenas uma parte do espaço será utilizada durante determinado período da obra, com previsão de recomposição após a conclusão dos serviços.
Estado estuda melhorias em outras linhas
Apesar de existir um estudo para uma futura expansão da Linha Leste até Messejana, passando pela região da Avenida Washington Soares, o secretário afirmou que o foco atual está na conclusão da primeira fase até o Papicu.
Paralelamente, o Governo do Ceará avalia investimentos para modernizar linhas que já estão em funcionamento. Estudos desenvolvidos em parceria com o BNDES analisam melhorias operacionais na Linha Oeste do metrô.
Obras ocorrem a 30 metros de profundidade
A construção da Linha Leste envolve escavações subterrâneas de aproximadamente 30 metros de profundidade. As equipes enfrentam terrenos com formações rochosas e áreas com grande presença de água, o que aumenta a complexidade da operação dos equipamentos utilizados na abertura dos túneis.
Atualmente, cerca de mil trabalhadores atuam no canteiro de obras, entre profissionais envolvidos na escavação dos túneis e na construção das estações e demais estruturas.
Segundo a Seinfra, o avanço das obras depende do desempenho dos equipamentos conhecidos como “tatuzões”, utilizados na escavação subterrânea.
“Temos um material rochoso com muita dificuldade para o tatuzão enfrentar e áreas que atravessamos com muita água, porque estamos a 30 metros de profundidade. Daí vocês imaginam o desafio que esses tatuzões enfrentam”, afirmou o secretário.
Redação ANH/CE








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