PL elege 19 senadores e 121 deputados e amplia força no Congresso
Plenário do Congresso Nacional (Edilson Rodrigues/Agência Senado) Congresso eleito em 2026 terá avanço do PL e maior presença conservadora
A eleição deste domingo (4), que levou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ao segundo turno da disputa presidencial, também redesenhou a composição do Congresso Nacional. O resultado ampliou a presença do PL e de outros partidos de direita no Legislativo e deverá influenciar as principais pautas políticas do próximo mandato.
O PL, partido de Flávio Bolsonaro, elegeu 19 dos 54 senadores escolhidos neste ano. Com o resultado, a legenda passará a ter 28 integrantes no Senado, mantendo a maior bancada da Casa, embora sem alcançar a maioria dos 81 parlamentares.
Na Câmara dos Deputados, o desempenho do partido também foi expressivo. O PL elegeu 121 deputados federais, consolidando-se como a maior bancada da próxima legislatura.
Anistia entra no centro do debate
A nova composição do Congresso poderá ter impacto direto na discussão sobre uma eventual anistia para Jair Bolsonaro e para pessoas condenadas por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Flávio Bolsonaro defende a aprovação de uma proposta de anistia como uma das prioridades de seu projeto político. A medida, caso seja apresentada e aprovada pelo Congresso, poderia alcançar o ex-presidente e outros condenados, conforme o texto que venha a ser analisado pelos parlamentares.
A composição do Senado também deverá ser observada em relação a outros temas envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Há pedidos de impeachment contra ministros da Corte que dependem de tramitação no Senado, entre eles requerimentos relacionados ao ministro Alexandre de Moraes.
O Senado que tomará posse em 2027 ainda escolherá seu novo presidente em fevereiro. A Casa também terá papel importante na análise das indicações presidenciais para o STF.
Família Bolsonaro amplia presença no Congresso
O resultado eleitoral também ampliou a representação da família Bolsonaro no Legislativo.
Michelle Bolsonaro foi eleita senadora pelo Distrito Federal, enquanto Carlos Bolsonaro conquistou uma cadeira pelo estado de Santa Catarina. Jair Renan Bolsonaro também foi eleito deputado federal por Santa Catarina.
Com Flávio na disputa presidencial, a família passa a ter integrantes em posições estratégicas no cenário político nacional, tanto no Executivo, caso o senador seja eleito no segundo turno, quanto no Congresso.
Desempenho da direita em São Paulo e no Rio
Nos estados mais populosos do país, o resultado também mostrou a força eleitoral de candidatos ligados à direita.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador no primeiro turno, com 62,65% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No Rio de Janeiro, a disputa pelo governo estadual terá segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD). Com 100% das urnas apuradas, Douglas recebeu 49,27% dos votos válidos, enquanto Paes ficou com 42,76%. A votação está marcada para 25 de outubro.
O cenário definido no primeiro turno coloca a composição do Congresso e as disputas estaduais como elementos importantes para a segunda etapa da eleição presidencial. Lula e Flávio Bolsonaro voltarão às urnas em 25 de outubro para decidir quem comandará o país pelos próximos quatro anos.








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