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Tragédia em Rubaya, garimpeiros ficam soterrados após desabamento de mina no Congo

Assessoria
Tragédia em Rubaya, garimpeiros ficam soterrados após desabamento de mina no Congo Grupo de homens e mulheres atravessa área de mineração em 26 de maio de 2025 em Kolwezi, República Democrática do Congo. (Michel Lunanga/Getty Images)

Ao menos 200 pessoas morreram após o desabamento de uma mina de coltan na cidade de Rubaya, localizada no leste da República Democrática do Congo. A área é controlada pelo grupo armado antigovernamental M23, que confirmou o número de vítimas nesta sexta-feira (30), por meio de um de seus porta-vozes.

O acidente ocorreu na tarde da última quarta-feira (28), quando uma encosta da área de mineração cedeu após fortes chuvas que atingiram a região. No dia seguinte, quinta-feira (29), um novo deslizamento, de menor intensidade, voltou a atingir o local, agravando a situação e dificultando as operações de resgate.

Segundo informações divulgadas pelo grupo armado, algumas vítimas já tiveram os corpos retirados dos escombros, mas ainda há um número indeterminado de pessoas desaparecidas. Trabalhadores que atuam na mineração relataram que parte dos garimpeiros foi soterrada, enquanto outros permanecem presos em poços subterrâneos da mina.

“Algumas pessoas foram soterradas e outras ainda estão presas nos poços”, relatou um garimpeiro que atua na região. Apesar da tragédia, trabalhadores retornaram às atividades de extração do minério já nesta sexta-feira, segundo relatos locais, o que tem gerado críticas de organizações humanitárias e de direitos humanos.

A mina de Rubaya está sob controle do M23 desde abril de 2024, quando o grupo intensificou sua ofensiva no leste do país. A cidade ocupa uma posição estratégica no mercado global de minerais, sendo responsável por cerca de 15% a 30% da distribuição mundial de coltan. A República Democrática do Congo concentra aproximadamente 80% das reservas conhecidas do planeta.

O coltan é um minério fundamental para a indústria tecnológica global, pois dele se extrai o tântalo, elemento utilizado na fabricação de celulares, computadores, equipamentos médicos e outros dispositivos eletrônicos modernos. A exploração do mineral, no entanto, é frequentemente associada a conflitos armados, trabalho precário e violações de direitos humanos na região.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o grupo M23 estabeleceu em Rubaya uma estrutura administrativa semelhante à de um Estado paralelo. Segundo relatórios da entidade, o grupo criou um órgão responsável pela exploração mineral, que emite licenças para garimpeiros e operadores econômicos, além de controlar a arrecadação de recursos provenientes da mineração.

A ONU e organizações internacionais acompanham a situação no leste do Congo com preocupação, destacando que a combinação de conflito armado, exploração irregular de recursos naturais e ausência de fiscalização adequada aumenta o risco de tragédias como a registrada em Rubaya.

O episódio reforça os desafios enfrentados pelo país na gestão de suas riquezas minerais e no controle de áreas dominadas por grupos armados, em uma região marcada por décadas de instabilidade, violência e crises humanitárias.

Redação ANH




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