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Maceió,21/02/2026

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Tempestades marcam reta final das eleições presidenciais em Portugal

Assessoria
Tempestades marcam reta final das eleições presidenciais em Portugal Clima adverso e polarização política definem ambiente eleitoral português. Foto: Reprodução / TV Globo

As tempestades Kristin, Ingrid, Leonardo e Marta dominaram o noticiário em Portugal nos dias que antecederam o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (8). Os fenômenos climáticos provocaram estragos em várias regiões do país, levando alguns municípios a decretarem estado de calamidade pública e impactando diretamente a organização do pleito, mais do que os próprios nomes dos candidatos António José Seguro e André Ventura.

Diante das fortes chuvas, o candidato do partido Chega, André Ventura, solicitou ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa o adiamento das eleições, mas o pedido foi negado. Mesmo assim, cidades afetadas por enchentes, como Alcácer do Sal, próxima a Setúbal, decidiram transferir a votação local para o dia 15 de fevereiro. A alteração em algumas localidades, porém, não impede a realização do pleito no restante do território nem a divulgação do resultado nacional, sobretudo se a diferença entre os candidatos for ampla.

Levantamento recente da Universidade Católica de Lisboa aponta vantagem significativa de António José Seguro, que aparece com 56% das intenções de voto contra 25% de Ventura. Considerando apenas os votos válidos, o socialista alcança 67%, enquanto o adversário soma 33%, indicando favoritismo consistente na disputa.

A pesquisa também destacou o perfil educacional dos eleitores. Entre os apoiadores de Seguro, cerca de 70% possuem ensino superior completo, enquanto apenas 12% dos eleitores de Ventura apresentam o mesmo nível de escolaridade. Para o professor de comunicação política André Santos Pereira, do ISCTE, o crescimento da ultradireita está ligado ao apoio de parcelas da população que se sentem menos assistidas pelo Estado.

Esse cenário também é descrito no livro “Por dentro do Chega”, do jornalista Miguel Carvalho, que analisa o avanço do partido desde sua fundação em 2019 e aponta influências internacionais em sua estratégia digital. A obra relata ainda mudanças no comportamento eleitoral em regiões operárias do norte do país, que antes apoiavam partidos tradicionais de esquerda e passaram a votar majoritariamente na legenda.

A relação política entre Ventura e lideranças da direita internacional, incluindo figuras ligadas ao Brasil e à Espanha, também tem sido tema recorrente no debate público. Apesar disso, o líder do Chega já adotou discursos mais moderados em alguns momentos, buscando ampliar seu alcance eleitoral.

Após o primeiro turno, Ventura tentou atrair eleitores de outros candidatos conservadores, mas parte da direita tradicional, incluindo o ex-primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva, declarou apoio a Seguro. Ainda assim, analistas avaliam que Ventura pode sair fortalecido caso alcance a marca de 33% dos votos, superando o desempenho recente do primeiro-ministro Luís Montenegro nas eleições parlamentares.

No sistema político português, o chefe de governo é o primeiro-ministro, enquanto o presidente exerce papel de árbitro institucional, com poderes relevantes, como vetar leis ou dissolver o Parlamento em situações de crise política.

Redação ANH




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