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Maceió,26/02/2026

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Programa da Unifor incentiva retorno de pessoas com mais de 50 anos à universidade

Assessoria
Programa da Unifor incentiva retorno de pessoas com mais de 50 anos à universidade Os descontos oferecidos variam entre 30% a 40% para diferentes modalidades. Foto: Stock4you/Shutterstock

Em um cenário marcado pelo aumento da expectativa de vida e pela necessidade constante de atualização profissional, a Universidade de Fortaleza (Unifor), mantida pela Fundação Edson Queiroz, tem ampliado iniciativas voltadas ao público com 50 anos ou mais. A proposta é incentivar a educação continuada e facilitar o acesso dessa parcela da população ao ensino superior por meio de condições especiais de ingresso e permanência.

Dados demográficos indicam que cerca de 25% dos brasileiros já ultrapassaram os 50 anos. Muitos desses profissionais acumulam décadas de experiência em suas áreas de atuação, mas veem na formação acadêmica uma oportunidade de atualização, mudança de carreira ou realização de projetos pessoais adiados ao longo do tempo. Nesse contexto, cresce a procura por cursos de graduação e pós-graduação por pessoas que desejam se reposicionar no mercado ou ampliar horizontes.

Para atender a essa demanda, a Unifor estruturou o programa Unifor 50+, que concede bolsas de estudo a candidatos com idade igual ou superior a 50 anos. Os descontos, que variam entre 30% e 40%, contemplam cursos de graduação presencial, graduação na modalidade de Educação a Distância (EaD) e pós-graduação, incluindo especializações e MBAs.

Segundo a instituição, a iniciativa busca não apenas ampliar o acesso ao ensino, mas também fortalecer a autonomia e o protagonismo desse público. A proposta é reconhecer o potencial produtivo e intelectual de pessoas com ampla vivência profissional, estimulando sua permanência ativa no mercado de trabalho e na sociedade.

Perfis diversos, novos caminhos

Entre os estudantes que decidiram retomar os estudos está Márcio Ricardo de Oliveira Pereira, de 50 anos, aluno do curso de Engenharia de Produção. Com trajetória consolidada na área química e industrial, ele optou pela graduação como forma de sistematizar conhecimentos adquiridos na prática ao longo dos anos.

Ao longo da carreira, Márcio atuou em processos produtivos, controle de qualidade, gestão de custos e melhoria contínua. Para ele, o curso representa a oportunidade de integrar competências técnicas a fundamentos acadêmicos e ampliar sua capacidade de atuação estratégica nas organizações.

A busca por novos horizontes também motivou Laurélia Monteiro, de 52 anos. Formada em Direito, com experiência no sistema de justiça e segurança pública, ela decidiu investir em uma antiga paixão e ingressou no curso de Cinema e Audiovisual. O objetivo é atuar nas áreas de roteiro e montagem, explorando um campo criativo distinto de sua formação anterior.

Laurélia já acumula três graduações — em Direito, Engenharia Elétrica e Filosofia — e afirma que o interesse permanente pelo aprendizado sempre guiou suas escolhas. Para ela, a nova formação representa tanto um projeto profissional quanto uma realização pessoal.

Reinvenção profissional

Aos 51 anos, Sandra Diógenes também decidiu mudar de trajetória. Graduada em Administração e com empresa própria consolidada, ela optou por cursar Engenharia Civil após descobrir afinidade com a área durante um curso técnico em edificações. Atualmente no sétimo semestre, Sandra afirma que a experiência acumulada em gestão e planejamento tem sido um diferencial na nova caminhada.

Já Ana Miranda, com 25 anos de atuação na área comercial, decidiu transformar sua vivência no setor de cosméticos em qualificação técnica. Ingressou no curso de Estética e Cosmética com o objetivo de atuar diretamente na prestação de serviços e, futuramente, lecionar na área. Para ela, a formação universitária é fundamental para garantir embasamento teórico e prático, além de credibilidade profissional.

Educação ao longo da vida

Especialistas apontam que o conceito de aprendizagem ao longo da vida tem se consolidado como tendência global, impulsionado por transformações tecnológicas e mudanças nas relações de trabalho. A requalificação constante tornou-se requisito em diversos setores, e o retorno à universidade deixou de ser exclusividade de jovens recém-saídos do ensino médio.

Ao investir em políticas voltadas ao público 50+, a Unifor acompanha esse movimento e reforça a importância da inclusão etária no ambiente acadêmico. A convivência entre diferentes gerações, segundo a instituição, também contribui para a troca de experiências e para a construção de um ambiente universitário mais plural.

Informações sobre o programa, critérios de participação e cursos contemplados podem ser consultadas no portal oficial da universidade, no endereço unifor.br.

Redação ANH/CE




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