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Maceió,26/02/2026

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Tragédia em MG: cidades somam 47 mortos e dezenas de desalojados

Assessoria
Tragédia em MG: cidades somam 47 mortos e dezenas de desalojados De acordo com o Corpo de Bombeiros, mais de 200 pessoas foram resgatadas com vida desde o início dos trabalhos. Foto: Reprodução/Instagram/Corpo de Bombeiros de MG

O número de mortos em decorrência dos fortes temporais que atingiram Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira, chegou a 47, conforme atualização divulgada nesta quarta-feira (25) pelas forças de segurança do estado. Outras 20 pessoas permanecem desaparecidas, e as buscas seguem de forma ininterrupta nas áreas mais afetadas.

De acordo com o balanço oficial, Juiz de Fora concentra a maior parte das vítimas, com 41 mortes confirmadas e 18 desaparecidos. Em Ubá, são seis óbitos e duas pessoas ainda não localizadas. As equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais já acumulam quase 50 horas consecutivas de trabalho, atuando em cenários de deslizamentos de terra, alagamentos e imóveis destruídos.

Segundo o comando da operação, mais de 200 pessoas foram resgatadas com vida desde o início dos trabalhos. Atualmente, seis frentes de busca permanecem ativas, com apoio de cães farejadores, drones e maquinário pesado para remoção de escombros e grandes volumes de terra. Ao todo, 126 bombeiros estão mobilizados, além de equipes da Defesa Civil, Polícia Militar e voluntários.

As operações chegaram a ser suspensas temporariamente no fim da tarde de terça-feira devido à intensificação da chuva, mas foram retomadas após avaliação técnica que atestou condições mínimas de segurança. Durante a madrugada, refletores foram instalados para garantir a continuidade das buscas, enquanto escavadeiras e retroescavadeiras avançaram na retirada de detritos em áreas de encosta.

Impacto social

Os temporais também provocaram um cenário de crise humanitária nas duas cidades. Em Juiz de Fora, 102 pessoas estão desabrigadas — aquelas que perderam suas casas — e 197 desalojadas, que precisaram deixar temporariamente seus imóveis. Em Ubá, são 38 desabrigados e 321 desalojados.

As prefeituras informaram que ainda não há estoque suficiente de donativos para atender toda a demanda. Autoridades solicitaram apoio da iniciativa privada e da população para doações de água potável, alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal, colchões e roupas.

A Secretaria de Saúde reforçou o atendimento no hospital regional de referência, ampliando leitos e deslocando profissionais e medicamentos. Equipes de assistência social e psicólogos também foram mobilizados para prestar suporte às famílias atingidas, especialmente àquelas que perderam parentes ou tiveram as residências destruídas.

Serviços essenciais e segurança

O fornecimento de energia elétrica e água tratada foi parcialmente restabelecido. Em Ubá, cerca de 90% do abastecimento já foi normalizado. Em Juiz de Fora, concessionárias trabalham para ampliar a retomada dos serviços nas áreas mais afetadas.

A Polícia Militar mantém o isolamento de regiões consideradas de risco para evitar novos acidentes e saques. As forças de segurança alertam que moradores não devem retornar a imóveis interditados. Há registros de pessoas que voltaram a áreas com risco de novos deslizamentos.

A Defesa Civil orienta que a população deixe imediatamente qualquer imóvel que apresente sinais como rachaduras em paredes, portas e janelas emperradas ou movimentação no solo. Vistorias técnicas devem ser intensificadas nos próximos dias, com apoio policial.

Reforço federal

Nesta quinta-feira (26), dez caminhões e cerca de 100 militares do Exército Brasileiro devem chegar a Juiz de Fora para reforçar as ações de limpeza, desobstrução de vias e mitigação de danos. A partir de sexta-feira (27), policiais penais acompanharão presos autorizados a trabalhar na remoção de entulhos e na limpeza urbana, sob coordenação da Secretaria de Justiça e Segurança Pública.

As autoridades informaram que o foco das próximas horas permanece nas buscas por desaparecidos e na garantia de assistência às famílias atingidas. O estado segue em alerta para novas chuvas, o que pode dificultar os trabalhos e agravar áreas já fragilizadas.

Redação ANH/MG




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