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Caso Marielle avança no STF com leitura do voto do relator

Assessoria
Caso Marielle avança no STF com leitura do voto do relator Marielle foi morta em março de 2018, no Rio. (Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio)

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta quarta-feira (25), o julgamento dos cinco acusados de participação no planejamento do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. O caso, que completa anos sem perder relevância no debate público, é considerado um dos mais emblemáticos da história recente do país.

A sessão é dedicada à apresentação do voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Após sua manifestação, devem votar os demais integrantes do colegiado: Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. A análise ocorre no âmbito da ação penal que apura a responsabilidade dos acusados como supostos mandantes e organizadores do atentado.

Entre os réus estão o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, e o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, apontados pela Procuradoria-Geral da República como mandantes do crime. Também respondem ao processo o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa; o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula; e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos Brazão. De acordo com a acusação, o grupo teria estruturado e viabilizado a execução do atentado. Todos estão presos preventivamente e negam envolvimento.

Durante a leitura do voto, Alexandre de Moraes abordou as possíveis motivações do crime, destacando elementos políticos e sociais. O ministro afirmou que o assassinato teria sido impulsionado por interesses contrariados pela atuação parlamentar de Marielle, especialmente em pautas relacionadas ao enfrentamento das milícias. Moraes também mencionou aspectos de discriminação de gênero e raça, ressaltando que a ex-vereadora representava segmentos historicamente marginalizados.

A sessão foi marcada por forte emoção. No momento em que o relator mencionou trechos da delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa — apontado como executor dos disparos —, a mãe de Marielle, Marinete da Silva, deixou o plenário visivelmente abalada, amparada pela filha, Anielle Franco, atual ministra da Igualdade Racial. Um servidor da Corte prestou assistência à família.

O julgamento ocorre em meio à expectativa de familiares, movimentos sociais e entidades de direitos humanos, que acompanham o desfecho do caso. A decisão da Primeira Turma poderá consolidar o entendimento sobre a responsabilidade criminal dos acusados e representa mais um passo no esclarecimento do assassinato que gerou repercussão internacional e mobilizou investigações ao longo de anos.

O resultado final dependerá da formação da maioria entre os ministros, após a conclusão dos votos.

Redação ANH/DF




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