Morte de Ali Khamenei repercute dentro e fora do Irã
An image of the assassinated Iranian Supreme leader Ali Khamenei is plastered to a pylon the day after the US and Israel targeted Iran killed him, in Baghdad on March 1, 2026. (Photo by AHMAD AL-RUBAYE / AFP) Caption ( AFP) A televisão estatal do Irã anunciou, na madrugada deste domingo (1º), a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989. O comunicado foi feito por um apresentador visivelmente emocionado, às 5h no horário local (22h30 de sábado no Brasil), em uma transmissão solene que interrompeu a programação regular da emissora.
Aos 86 anos, Khamenei ocupava o cargo mais alto da estrutura política e religiosa do país há 36 anos. Como líder supremo, ele detinha autoridade sobre as Forças Armadas, o Judiciário e os principais rumos da política externa iraniana, consolidando-se como a principal figura de poder no regime instaurado após a Revolução Islâmica de 1979.
Após o anúncio oficial, a emissora passou a exibir imagens de arquivo do aiatolá com uma faixa preta na tela, símbolo de luto nacional. Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre as causas da morte. A televisão estatal também não mencionou diretamente os ataques realizados no sábado contra alvos em Teerã, atribuídos a Estados Unidos e Israel, que elevaram a tensão na região.
A morte de Khamenei ocorre em um momento de instabilidade geopolítica, com trocas de ameaças entre Teerã e governos ocidentais. Autoridades iranianas prometeram reagir a ações consideradas hostis e classificaram os recentes acontecimentos como uma agressão à soberania nacional.
Internamente, o falecimento do líder supremo abre caminho para um processo delicado de sucessão. Pela Constituição iraniana, a escolha do novo líder cabe à Assembleia dos Peritos, órgão religioso responsável por indicar e supervisionar a autoridade máxima do país. Analistas apontam que a transição poderá influenciar diretamente a condução das políticas internas e as relações internacionais do Irã nos próximos anos.
Khamenei assumiu o posto após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini e, ao longo de mais de três décadas, tornou-se uma das figuras mais influentes do Oriente Médio. Seu governo foi marcado por confrontos diplomáticos com o Ocidente, disputas regionais e pela consolidação do papel do Irã como ator estratégico na política do Golfo Pérsico.
O governo ainda não informou detalhes sobre as cerimônias fúnebres oficiais nem sobre o calendário de homenagens públicas. Enquanto isso, transmissões especiais seguem sendo exibidas pela mídia estatal, destacando a trajetória política e religiosa do líder que comandou o país por mais de três décadas.
Redação ANH








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