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Maceió,16/05/2026

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Caso do INSS gera desconforto no STF após alteração em equipe da PF

Assessoria
Caso do INSS gera desconforto no STF após alteração em equipe da PF Ministro André Mendonça durante sessão no Supremo Tribunal Federal, onde tramita investigação sobre fraudes no INSS. Foto: Luiz Silveira/STF

A mudança na coordenação das investigações sobre supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social provocou reações no Congresso Nacional e gerou desconforto nos bastidores do Supremo Tribunal Federal. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça e envolve apurações que também citam o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

As investigações foram transferidas da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da Polícia Federal para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, setor responsável por investigações que tramitam no STF e por medidas consideradas mais complexas, como pedidos de quebra de sigilo.

Com a mudança, o delegado que coordenava inicialmente o caso deixou a chefia da apuração. A Polícia Federal informou, no entanto, que o investigador continua colaborando com os trabalhos e afirmou que a reorganização busca garantir maior eficiência e continuidade às investigações.

O caso teve início na Justiça Federal, mas foi encaminhado ao Supremo após o surgimento de autoridades com foro privilegiado entre os investigados. Desde então, o processo passou a ser conduzido no STF sob relatoria de André Mendonça.

A troca na coordenação das investigações gerou questionamentos no Congresso. Nesta sexta-feira, o senador Carlos Viana enviou um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pedindo esclarecimentos sobre a alteração na equipe responsável pelo caso.

Em declaração pública, Carlos Viana afirmou que não pode haver interferência política em uma investigação considerada sensível e relevante para o país. O senador também levantou dúvidas sobre a saída do delegado que atuava na divisão de crimes previdenciários e acompanhava o caso desde o início das apurações.

Apesar das mudanças, a investigação continua vinculada à Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal, mantendo os demais delegados responsáveis pela condução do inquérito.

O tema ganhou maior repercussão após a atuação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, presidida por Carlos Viana. Durante os trabalhos da comissão, foram discutidos pedidos de quebra de sigilo envolvendo Lulinha.

O relatório final da CPMI, elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar, chegou a solicitar a prisão preventiva do empresário, mas a proposta acabou rejeitada pelos integrantes da comissão.

Ao longo das investigações, decisões relacionadas ao caso também passaram por análise do STF, incluindo manifestações do ministro Flávio Dino.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também participou da tramitação de decisões da comissão parlamentar, posteriormente questionadas no Supremo Tribunal Federal.

As investigações seguem em andamento no STF, com análise de novas medidas e possíveis desdobramentos relacionados ao caso das supostas fraudes no INSS.

Redação ANH/DF




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