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Maceió,30/05/2026

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Sóstenes diz que PL votará pelo fim da escala 6x1 na Câmara

Assessoria
Sóstenes diz que PL votará pelo fim da escala 6x1 na Câmara Sóstenes Cavalcante afirmou que o PL defenderá jornada de quatro dias de trabalho durante votação da PEC do fim da escala 6x1. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a bancada do partido votará favoravelmente ao fim da escala de trabalho 6x1 e defenderá a adoção de uma jornada 4x3, com quatro dias de trabalho e três de descanso. A declaração foi feita nesta terça-feira (26), durante discurso na tribuna da Câmara, às vésperas da votação do parecer sobre a proposta de mudança na jornada semanal de trabalho.

Segundo o parlamentar, o partido pretende apoiar um destaque para garantir a implementação do novo modelo. “Vamos votar o fim da escala 6x1 para aprovar como destaque, de preferência, a jornada de quatro dias trabalhados para o trabalhador descansar três”, declarou Sóstenes.

A comissão especial responsável pela análise da proposta deve votar nesta quarta-feira (27) o relatório apresentado pelo deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia. O texto prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas após 14 meses da promulgação da emenda constitucional.

A tramitação havia sido interrompida após um pedido de vista do deputado Mauricio Marcon, também do PL. Para permitir a retomada da análise, a Câmara realizou uma sessão rápida nesta quarta-feira, sem votações, apenas para cumprir exigências regimentais.

A expectativa é que, caso o parecer seja aprovado na comissão especial, a proposta siga ainda hoje para votação no plenário da Câmara dos Deputados.

Autora da proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho, a deputada Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, criticou a mudança de posicionamento do PL. Segundo ela, a defesa da jornada 4x3 seria uma estratégia para atrasar a votação do texto principal.

Erika afirmou que o partido vinha se posicionando contra a proposta desde o início das discussões e atribuiu a mudança à pressão da opinião pública sobre parlamentares da oposição.

Redação ANH/DF




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