Eleição na Colômbia pode redefinir o mapa político da América do Sul
Candidatos à presidência da Colômbia ( LUIS ACOSTA / AFP) Mais de 41 milhões de colombianos estão aptos a votar neste domingo (21) no segundo turno das eleições presidenciais que definirão o próximo presidente da Colômbia para o mandato de agosto de 2026 a agosto de 2030. A disputa coloca frente a frente o senador de esquerda Iván Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro, e o advogado conservador Abelardo de la Espriella, apoiado publicamente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. (Reuters)
No primeiro turno, realizado em 31 de maio, De la Espriella terminou na liderança com 43,7% dos votos, enquanto Cepeda obteve 40,9%, uma diferença de cerca de 673 mil votos. A participação eleitoral ficou próxima de 58%, índice considerado relevante em um país onde o voto não é obrigatório. (UOL Notícias)
Senador em seu terceiro mandato, Iván Cepeda é filósofo, defensor dos direitos humanos e filho do ex-senador Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994 durante um período marcado por intensa violência política no país. Caso seja eleito, ele promete dar continuidade ao projeto político do Pacto Histórico, coalizão liderada por Gustavo Petro e responsável pela formação do primeiro governo de esquerda da história colombiana. (Reuters)
Já Abelardo de la Espriella se apresenta como um outsider da política. Advogado e empresário, ele nunca ocupou cargo eletivo e defende uma agenda de endurecimento no combate ao crime, ampliação da exploração de petróleo e maior aproximação diplomática com os Estados Unidos e Israel. Admirador de líderes conservadores da América Latina, o candidato recebeu apoio explícito de Donald Trump durante a campanha. (Reuters)
A eleição ocorre em um contexto de aumento da violência provocada por grupos armados e organizações ligadas ao narcotráfico. A política de “Paz Total”, implementada pelo governo Petro para negociar com diferentes facções armadas, enfrenta críticas de setores que defendem uma resposta mais rígida do Estado. O tema da segurança pública tornou-se um dos principais pontos de debate entre os candidatos. (The Guardian)
Além das questões internas, o resultado da votação é acompanhado com atenção por governos da América Latina e dos Estados Unidos. Analistas avaliam que uma vitória de De la Espriella pode ampliar a influência da Casa Branca na região, enquanto a eleição de Cepeda tende a preservar o alinhamento político que a Colômbia vem mantendo com países como Brasil e México em temas diplomáticos e ambientais.
As urnas foram abertas na manhã deste domingo e o resultado é esperado poucas horas após o encerramento da votação. A disputa é considerada uma das mais acirradas da história recente da Colômbia e poderá definir os rumos políticos e econômicos do país nos próximos quatro anos. (Reuters)
Redação ANH






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