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Maceió,25/06/2026

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Crise no governo: Jaques Wagner deve deixar liderança no Senado

Assessoria
Crise no governo: Jaques Wagner deve deixar liderança no Senado Crise política envolve liderança do governo no Senado após operação da PF. Foto Ofical PT - Bahia

O senador Jaques Wagner (PT-BA) deve anunciar nos próximos dias seu afastamento da liderança do governo no Senado Federal após ser citado na Operação Compliance Zero, deflagrada para investigar suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e recebimento de vantagens indevidas relacionadas a pessoas e empresas ligadas ao antigo Banco Master. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil e pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A decisão ocorre em meio ao avanço das investigações e ao aumento da pressão política dentro do Congresso e do próprio governo federal. Segundo aliados, Wagner deverá se reunir ainda nesta semana com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para formalizar sua saída do posto.

A avaliação de integrantes do governo é de que a permanência do senador na liderança poderia ampliar o desgaste político da gestão federal e gerar reflexos negativos no cenário político, especialmente em um momento de articulações visando a agenda do Executivo no Legislativo.

De acordo com interlocutores do Partido dos Trabalhadores na Bahia, a mudança de posição ocorreu após conversas internas realizadas ao longo do fim de semana. Inicialmente resistente à ideia de deixar a função, Wagner teria sido convencido de que o afastamento seria o caminho mais adequado diante da repercussão do caso.

Auxiliares do presidente Lula afirmam ainda que pesou na avaliação interna o fato de o senador ter garantido anteriormente ao chefe do Executivo que não havia elementos que indicassem risco de uma operação policial contra ele. A divulgação de imagens de dinheiro apreendido pela Polícia Federal e a citação de um apartamento de alto padrão em Salvador aumentaram a preocupação no entorno do governo.

A investigação da Polícia Federal apura a suposta relação de Jaques Wagner com o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, figura central nas apurações relacionadas ao caso do Banco Master. Segundo os investigadores, há indícios de que o senador teria sido beneficiado economicamente, de forma direta ou indireta.

Em nota e manifestações públicas, Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma não ter praticado atos ilícitos. O senador ainda não confirmou oficialmente a decisão de deixar a liderança do governo no Senado.

Redação ANH




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