Paralisação da saúde mobiliza servidores em frente à Governadoria no RN
Servidores da saúde estadual realizam uma paralisação de 24 horas com mobilização em frente à Governadoria. Foto: Divulgação Os servidores da saúde da rede estadual do Rio Grande do Norte realizam uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (9), com mobilização em frente à Governadoria, em Natal. O movimento é organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), que cobra avanços nas negociações da Campanha Salarial 2026 e melhorias nas condições de trabalho da categoria.
Entre as principais reivindicações estão a regularização da oferta de alimentação para trabalhadores e acompanhantes nas unidades estaduais de saúde, a convocação dos aprovados no concurso da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) de 2025, a ampliação da carga horária de 30 para 40 horas, o pagamento do adicional de insalubridade, a implantação da produtividade e a melhoria da estrutura de trabalho nas unidades de saúde.
Segundo o Sindsaúde/RN, a paralisação também incorpora a pauta de outras categorias de servidores estaduais admitidos antes da promulgação da Constituição Federal de 1988. A entidade afirma que busca garantir os direitos funcionais desses trabalhadores diante de discussões envolvendo sua situação no serviço público.
O sindicato também denuncia o que considera um processo de precarização da rede estadual de saúde, apontando problemas que, segundo a entidade, afetam tanto os profissionais quanto a qualidade do atendimento prestado à população.
Entre as reclamações está a falta recorrente de alimentação destinada aos trabalhadores e acompanhantes em hospitais estaduais. Para o Sindsaúde/RN, a situação é reflexo do sucateamento do serviço público e da falta de prioridade dada pelo Governo do Estado às demandas da saúde.
A entidade também critica as discussões conduzidas pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) sobre os gastos com pessoal. Na avaliação do sindicato, atribuir parte da crise fiscal do Estado aos servidores penaliza profissionais que dedicaram décadas ao serviço público.
Ainda de acordo com o Sindsaúde/RN, questões como a elevada dívida ativa, a renúncia fiscal concedida a grandes empresas, o avanço das terceirizações e os privilégios mantidos em diferentes esferas do poder também deveriam fazer parte do debate sobre o equilíbrio das contas públicas.
A mobilização reúne servidores ativos, aposentados e representantes de outras categorias do funcionalismo estadual. Conforme prevê a Lei nº 7.783/1989, que regulamenta o direito de greve, a paralisação pode impactar o funcionamento dos serviços de saúde oferecidos pela rede estadual ao longo desta quinta-feira.
Redação ANH/RN









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