Seja bem-vindo
Maceió,15/10/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Concessão da Ceasa de Alagoas gera preocupação entre comerciantes

Ascom ALE
Concessão da Ceasa de Alagoas gera preocupação entre comerciantes Projeto de concessão da Ceasa provoca debate na Assembleia Legislativa de Alagoas.

Concessão da Ceasa de Alagoas gera preocupação entre comerciantes e será debatida na Assembleia

A proposta de concessão do Complexo da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa/AL), em Maceió, provocou preocupação entre comerciantes e representantes da categoria durante sessão especial realizada nesta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). O debate, proposto pelo deputado estadual Delegado Leonam (União Brasil), abordou possíveis impactos da medida sobre os atuais permissionários e os preços dos alimentos comercializados no local.

Em discussão na Casa, o Projeto de Lei Ordinária nº 2123/2026 autoriza o Governo de Alagoas a conceder o uso oneroso do complexo à iniciativa privada. A proposta prevê contrato inicial de 30 anos, com possibilidade de prorrogação por igual período, podendo chegar a 60 anos. A empresa vencedora da licitação ficará responsável pela operação, manutenção, modernização, gestão e exploração econômica do espaço.

Durante a sessão, Delegado Leonam questionou a tramitação do projeto no final da gestão do governador Paulo Dantas e defendeu maior diálogo com os setores envolvidos antes da decisão definitiva. O parlamentar também manifestou preocupação com possíveis aumentos nos custos de funcionamento da Ceasa e seus reflexos para os consumidores.

Leonam informou que pediu vista da matéria para ampliar o prazo de análise e conversar com outros parlamentares. O deputado também anunciou a intenção de apresentar emendas para adequar o projeto à realidade do complexo e contemplar as reivindicações dos comerciantes.

Comerciantes temem perda de direitos e aumento dos preços

O advogado Márcio Rocha, representante da Associação dos Comerciantes da Ceasa (Asconcal), afirmou que a entidade identificou sete pontos que precisam ser analisados no projeto, incluindo questões jurídicas e sociais. Ele também questionou a ausência de audiência pública e afirmou que os setores envolvidos não teriam sido formalmente notificados para participar da discussão.

Segundo Rocha, a concessão pode trazer consequências para os permissionários e para os consumidores caso seja aprovada sem alterações. A principal preocupação é a possibilidade de aumento dos custos de operação, com reflexos nos preços dos produtos vendidos no complexo.

O diretor de comunicação da Asconcal, Francisco Lau, afirmou que os comerciantes foram surpreendidos pela proposta e temem perder direitos construídos ao longo de décadas de atuação na Ceasa. Ele também alertou para possíveis aumentos de despesas, fechamento de estabelecimentos e demissões.

A permissionária Jaciara Mascarenhas criticou a falta de transparência e de diálogo com os comerciantes. Segundo ela, os trabalhadores já contribuem para a manutenção do complexo por meio de taxas administrativas e outros pagamentos.

Jaciara também destacou que muitos permissionários investiram recursos próprios na construção de suas lojas e demonstrou preocupação com a possibilidade de novas cobranças e mudanças nas regras de funcionamento após a concessão.

Para a comerciante, a gestão do espaço precisa considerar as particularidades do setor de abastecimento, que sofre influência de variações sazonais na oferta e nos preços dos alimentos. Ela teme que uma empresa sem conhecimento da realidade dos permissionários eleve os custos e provoque consequências para os consumidores alagoanos.

Votação está prevista para esta quinta-feira

Ao final da sessão especial, Delegado Leonam convocou os permissionários a acompanharem a sessão plenária desta quinta-feira (15), quando está prevista a votação do projeto na Assembleia Legislativa.

Também participaram do debate o vereador por Maceió Leonardo Dias, o presidente da Asconcal, Agnaldo Bezerra, e dezenas de permissionários, que apresentaram questionamentos e manifestaram preocupação com os possíveis efeitos da concessão.

A discussão ocorre em meio à reivindicação dos comerciantes por mais transparência, participação nas decisões e garantias para a continuidade de suas atividades. Entre os principais pontos de atenção estão a preservação dos direitos dos atuais permissionários, as condições de funcionamento do complexo e os possíveis impactos sobre os preços dos alimentos comercializados em Alagoas.

Redação ANH/AL




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.