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Maceió,02/02/2026

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Educação integral ganha força no Ceará com investimentos bilionários e novas escolas

Assessoria
Educação integral ganha força no Ceará com investimentos bilionários e novas escolas Governador Elmano de Freitas ressaltou investimentos do Estado no Ensino Médio. Foto: Fabiane de Paula

O avanço do ensino médio em tempo integral no Ceará marca o início do ano letivo de 2026 com um dos maiores processos de transformação já vividos pela rede pública estadual. Ao todo, 108 escolas seguem em obras, etapa considerada decisiva para que o Estado alcance a meta de universalizar esse modelo de ensino em todas as unidades até o fim do ano.

O tema ganhou destaque durante a inauguração do novo prédio da Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Paulo Ayrton, no bairro Cajazeiras, em Fortaleza. Na ocasião, o governador Elmano de Freitas reafirmou o compromisso do Governo do Estado com a educação integral e garantiu que as intervenções em andamento serão concluídas dentro do prazo estabelecido.

Segundo o governador, a ampliação do tempo integral é estratégica para reduzir desigualdades, fortalecer a aprendizagem e ampliar as oportunidades para os jovens cearenses. “Estamos construindo uma escola mais acolhedora, moderna e conectada com os sonhos da juventude. O tempo integral não é apenas permanência maior na escola, mas uma formação mais completa”, afirmou.

Atualmente, cerca de 80% da rede estadual já funciona nesse formato, de acordo com dados da Secretaria da Educação do Ceará (Seduc). A expansão ocorre de forma progressiva, começando pelo 1º ano do Ensino Médio e sendo estendida gradualmente às demais séries. A rede estadual conta hoje com 775 escolas e atende aproximadamente 400 mil estudantes em todo o Estado.

A universalização do ensino médio em tempo integral é uma política iniciada ainda na gestão do ex-governador Camilo Santana e consolidada como prioridade no atual governo. A iniciativa é respaldada pela Lei Estadual nº 17.995/2022, que estabelece diretrizes para a ampliação do modelo.

No regime integral, os estudantes cumprem uma carga horária de 45 horas semanais, permanecendo cerca de nove horas por dia na escola. Além das disciplinas regulares, os alunos participam de atividades complementares, projetos pedagógicos e Unidades Curriculares Eletivas, escolhidas conforme seus interesses. O modelo também garante três refeições diárias, reforçando a segurança alimentar dos estudantes.

Para a secretária da Educação, Eliana Estrela, o tempo integral representa uma mudança estrutural na forma de educar. “É uma política que alia aprendizagem, proteção social e desenvolvimento humano. Estamos oferecendo mais tempo de qualidade, com professores preparados, currículo atualizado e infraestrutura adequada”, destacou.

Ela explicou que o processo de implantação envolve desafios logísticos e pedagógicos. Além das obras físicas, a Seduc precisa reorganizar o funcionamento das escolas, ajustar o número de turmas, redefinir cargas horárias dos docentes e adequar o currículo às novas diretrizes. “Cada escola vive uma realidade diferente, e isso exige planejamento cuidadoso”, pontuou.

Para viabilizar a universalização, o Governo do Ceará prevê a construção de 138 novas escolas, com investimento estimado em R$ 1,6 bilhão. Paralelamente, ações de apoio aos estudantes também estão sendo ampliadas. Entre elas, a distribuição de tablets para alunos do 1º ano do Ensino Médio e a entrega de calçados para toda a rede estadual, iniciativas já em fase de execução.

O governador destacou ainda os resultados positivos alcançados nos últimos anos, como o ingresso de quase 50 mil estudantes da rede pública no ensino superior em 2023 e 2024 por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Isso mostra que a educação pública cearense está no caminho certo”, avaliou.

A EEMTI Paulo Ayrton simboliza esse novo momento. Com estrutura totalmente modernizada e investimento superior a R$ 16 milhões, a unidade passou a oferecer salas climatizadas, laboratórios, biblioteca, auditório, refeitório e quadra coberta. Segundo o diretor Júnior Sampaio, a procura por vagas aumentou significativamente após a reinauguração.

“A escola ganhou visibilidade pela estrutura e pelo regime integral. Muitos pais preferem que os filhos passem o dia todo na escola, em um ambiente seguro e com acompanhamento pedagógico”, afirmou.

Com as obras em andamento e a ampliação contínua do modelo, o Ceará avança para se tornar um dos primeiros estados do país a ofertar ensino médio em tempo integral em toda a rede pública estadual, consolidando a educação como eixo central de desenvolvimento social e econômico.

Redação ANH/CE




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