CPMI do INSS confronta governo em votação polarizada; oposição perde 19 a 12
Leitura do relatório final elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados) CPMI do INSS rejeita relatório que pedia prisão de Lulinha e indiciamento de 216 pessoas; comissão encerra sem texto final
A CPMI do INSS rejeitou na madrugada deste sábado (28), por 19 votos a 12, o relatório final do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que recomendava o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), o banqueiro Daniel Vorcaro (do Banco Master), o senador Weverton Rocha (PDT-MA), o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e a deputada Gorete Pereira (MDB-CE). O texto de 4.340 páginas, lido por oito horas na sexta-feira (27) após o STF barrar a prorrogação dos trabalhos, propunha ainda a prisão preventiva de Lulinha, radicado na Espanha, por risco de fuga, e investigações contra ministros do STF como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli por tráfico de influência com Vorcaro.
Após a votação, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), recusou-se a analisar o relatório alternativo dos governistas, que pedia 130 ou 170 indiciamentos, incluindo Jair Bolsonaro por organização criminosa e furto qualificado contra idosos, encerrando a CPMI sem documento oficial aprovado. Viana anunciou que o relatório rejeitado será enviado a órgãos como STF, PGR e MPF para continuidade das investigações.
A base do Planalto mobilizou aliados para barrar o texto: senador Jacques Wagner (PT-BA) voou de Salvador a Brasília às 11h de sexta, e o ministro Carlos Fávaro foi exonerado temporariamente para votar como senador, substituindo sua suplente oposicionista Margareth Buzetti. O relatório apontava uma rede de 41 empresas de fachada para propinas e lavagem de R$ 39 bilhões entre 2018 e 2025, com descontos fraudulentos em aposentadorias.
Entre os alvos, ex-ministros da Previdência: Carlos Lupi (governo Lula), por prevaricação, fraude eletrônica e crime de responsabilidade; e José Carlos Oliveira (governo Bolsonaro), por organização criminosa, lavagem e corrupção passiva. O texto excluía Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, ligado a fundos de investimento.
Principais nomes indiciados no relatório rejeitado:
- Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha)
- Daniel Vorcaro (Banco Master)
- Weverton Rocha (senador, PDT-MA)
- Euclydes Pettersen (deputado, Republicanos-MG)
- Gorete Pereira (deputada, MDB-CE)
- Carlos Lupi (ex-ministro, PDT)
- José Carlos Oliveira (ex-ministro)
- Carlos Roberto Ferreira Lopes
- Euclydes Marcos Pettersen Neto
- Maria Gorete Pereira
- Weverton Rocha Marques de Souza
- Eduardo Chedid
- Daniel Vorcaro
- Outros 202 nomes, como Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e mais (lista completa disponível em fontes oficiais).
A decisão marca vitória governista após sete meses de tensão polarizada, com a oposição acusando manobra e governistas prometendo encaminhar seu texto à PF.
Redação ANH/DF








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