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Maceió,15/05/2026

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Dino manda apurar emendas destinadas à produtora ligada a filme de Bolsonaro

Assessoria
Dino manda apurar emendas destinadas à produtora ligada a filme de Bolsonaro Flávio Dino intima parlamentares do PL em investigação sigilosa. Foto: Gustavo Moreno / STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, abriu uma apuração preliminar sigilosa para investigar emendas parlamentares destinadas à produtora responsável pelo filme “Dark Horse” (“Azarão”), obra inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação ganhou repercussão após a divulgação de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, nos quais ele solicita apoio financeiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a conclusão do longa-metragem. O episódio provocou desgaste político na pré-candidatura do parlamentar à Presidência da República.

O caso começou a ser analisado pelo STF após deputados da base governista apresentarem, em março, uma representação pedindo investigação sobre possíveis desvios em emendas parlamentares destinadas a organizações não governamentais e projetos culturais.

Com a repercussão do caso envolvendo Flávio Bolsonaro, a deputada Tabata Amaral ampliou o pedido ao Supremo, citando supostas irregularidades relacionadas ao deputado Mário Frias. Segundo a parlamentar, as condutas atribuídas ao ex-secretário de Cultura poderiam se enquadrar nas suspeitas investigadas.

Mário Frias aparece mencionado como possível intermediário nas negociações envolvendo Daniel Vorcaro. O deputado nega qualquer relação entre os repasses e o filme sobre Jair Bolsonaro, afirmando que os recursos tinham destino voltado a projetos sociais supervisionados por órgãos federais.

Além de Frias, também são investigadas emendas apresentadas pela deputada Bia Kicis e pelo deputado Marcos Pollon, ambos do PL. Os parlamentares já foram intimados pelo ministro Flávio Dino para prestar esclarecimentos formais.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, a produtora Go Up teria ligação com uma rede de entidades abastecidas por emendas parlamentares de integrantes do PL e contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes.

As suspeitas levantadas contrastam com declarações públicas de Flávio Bolsonaro, que afirmou existir “zero dinheiro público” na produção do filme sobre a vida de seu pai.

Tabata Amaral e o deputado Pastor Henrique Vieira sustentam que pode ter ocorrido desvio de finalidade e descumprimento de determinações do STF relacionadas à transparência e rastreabilidade na execução de emendas parlamentares.

A assessoria de Marcos Pollon informou que a emenda de R$ 1 milhão apresentada pelo deputado foi posteriormente redirecionada para uma instituição oncológica. Segundo a nota, não houve destinação de recursos para objetivos diferentes dos previstos oficialmente nos projetos apresentados.

Já Bia Kicis afirmou que a emenda de R$ 150 mil enviada por ela não possui relação com o filme “Dark Horse”, mas sim com um projeto cultural e educativo voltado à valorização da história nacional e ao fortalecimento da economia criativa.

Redação ANH/DF




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