Com petróleo em alta, governo mantém subsídio de R$ 1,12 ao diesel
Fazenda precisa de apoio para driblar ala política do governo Lula e por fim à medida que pode tirar R$ 1,2 bi por mês dos cofres públicos. (Marcello Casal jr/Agência Brasil) O governo federal avalia que, neste momento, não há necessidade de ampliar os subsídios ao diesel, mesmo diante da recente alta nos preços internacionais do petróleo provocada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. A avaliação é da equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que considera os impactos ainda administráveis.
Segundo informações apuradas pelo Estadão/Broadcast, a área econômica entende que o atual cenário, com o barril do petróleo na faixa dos US$ 80, produz efeitos considerados moderados sobre o mercado brasileiro. A equipe também avalia que as medidas em vigor são suficientes para conter eventuais impactos no preço dos combustíveis.
Entre elas está o subsídio de R$ 1,12 por litro destinado ao diesel, que permanece em vigor. Dessa forma, o governo descarta, por enquanto, retomar a subvenção adicional de R$ 0,35 por litro adotada anteriormente para amenizar os efeitos da alta dos combustíveis.
A equipe econômica também não pretende retirar, nesta semana, os incentivos atualmente concedidos à gasolina. A decisão leva em conta a elevada volatilidade do mercado internacional, influenciada pelo conflito no Oriente Médio e pelas incertezas sobre a oferta global de petróleo.
Outra medida descartada pelo governo é a retomada do Projeto de Lei Complementar (PLP) dos Combustíveis, proposta que previa a redução temporária de impostos federais com compensação por meio do aumento da arrecadação gerada pela valorização do petróleo. O projeto perdeu força após a diminuição das tensões internacionais e nunca chegou a ser votado pela Câmara dos Deputados.
Nos bastidores, integrantes da equipe econômica afirmam que um novo alerta poderá ser acionado caso o barril do petróleo ultrapasse ou permaneça próximo dos US$ 90. Até esse patamar, a avaliação é de que o governo dispõe de instrumentos suficientes para enfrentar eventuais pressões sobre os preços dos combustíveis.
O mercado internacional voltou a registrar forte volatilidade após o anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta aos ataques norte-americanos. A região é considerada uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.
Além disso, ataques contra a infraestrutura energética da Rússia e as restrições impostas pelo país às exportações de diesel também aumentaram as preocupações com a oferta global de combustíveis.
Na manhã desta segunda-feira (13), o petróleo Brent chegou a subir mais de 4%, sendo negociado acima de US$ 79 por barril, refletindo o aumento das tensões geopolíticas e o receio de interrupções no abastecimento mundial.
Redação ANH






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