RN fica fora da paralisação nacional convocada por parte dos caminhoneiros
Caminhoneiros do RN afirmam que não vão aderir à paralisação nacional e garantem que transporte de cargas seguirá normalmente no estado, sem bloqueios ou greve. Foto: Valter Campanato O transporte de cargas seguirá funcionando normalmente no Rio Grande do Norte. O Sindicato dos Caminhoneiros do Estado confirmou que a categoria não irá aderir à paralisação nacional convocada por uma entidade representativa de parte dos caminhoneiros brasileiros.
A informação foi divulgada pelo presidente do Sindicato dos Caminhoneiros do RN, Edson Negrão, que gravou um vídeo para tranquilizar motoristas, empresas e a população. Segundo ele, o movimento nacional não representa os profissionais potiguares e não terá reflexos nas rodovias do estado.
De acordo com o dirigente sindical, a entidade concluiu recentemente a negociação da convenção coletiva da categoria, considerada um avanço para os trabalhadores, o que afasta a necessidade de uma paralisação.
Entre as conquistas obtidas estão reajuste salarial, manutenção do plano de saúde, plano assistencial, pagamento por acúmulo de função aos motoristas, adicional de penosidade para ajudantes e auxílio-medicamento.
"O Rio Grande do Norte não terá nenhum tipo de paralisação. Nossa convenção foi fechada recentemente com avanços importantes para a categoria e seguimos trabalhando para conquistar ainda mais melhorias para os caminhoneiros", afirmou Edson Negrão.
O presidente do sindicato também reforçou que não haverá bloqueios de rodovias nem interrupção do transporte de cargas no estado, orientando os profissionais a manterem normalmente suas atividades.
A paralisação nacional foi convocada pela Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), presidida por Wallace Landim, conhecido como Chorão. A mobilização teve início à meia-noite desta segunda-feira (13) e busca pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a colocar em votação a Medida Provisória nº 1.343.
Editada pelo governo federal em março deste ano, a MP altera regras do transporte rodoviário de cargas, incluindo mudanças na fiscalização e nos critérios de cálculo do piso mínimo do frete, incorporando custos como combustível, manutenção e seguros. O texto perde a validade na próxima quinta-feira (16), caso não seja apreciado pelo Congresso Nacional.
Com a decisão do sindicato potiguar, a expectativa é de que o abastecimento e a circulação de mercadorias ocorram normalmente em todo o Rio Grande do Norte, sem impactos para a população ou para o setor produtivo.
Redação ANH/RN






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