Seja bem-vindo
Maceió,21/02/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Crise institucional leva STF ao centro do debate sobre reformas no Judiciário

Assessoria
Crise institucional leva STF ao centro do debate sobre reformas no Judiciário Estudo aponta que mais de 80% das decisões do Supremo Tribunal Federal estão sendo monocráticas, uma das disfunções da Corte. Foto: Fellipe Sampaio/STF

O debate sobre o funcionamento e a credibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novos capítulos nos últimos meses e passou a mobilizar juristas, parlamentares e especialistas em direito constitucional. Entre os principais pontos em discussão estão a criação de um código de ética específico para os ministros, o elevado número de decisões individuais e propostas de mudanças estruturais no modelo de atuação da Corte.

A elaboração de regras próprias de conduta para os integrantes do STF aparece como uma das prioridades institucionais previstas para os próximos anos. A medida surge em meio a críticas relacionadas à participação frequente de ministros em eventos privados e a questionamentos sobre a proximidade entre familiares e escritórios que atuam em tribunais superiores. Para especialistas, a definição de parâmetros claros pode contribuir para fortalecer a transparência e reduzir dúvidas sobre possíveis conflitos de interesse.

Outro aspecto que tem alimentado o debate é o volume expressivo de decisões monocráticas — quando apenas um ministro decide sozinho. Levantamentos recentes apontam que, em 2025, a maioria dos julgamentos ocorreu nesse formato, o que reacendeu discussões sobre o papel colegiado do Supremo e o impacto dessas decisões na segurança jurídica e na relação entre os Poderes.

Estudos acadêmicos e institucionais também têm destacado desafios relacionados ao ativismo judicial e à necessidade de maior previsibilidade nas decisões da Corte. Entre as propostas em análise estão mudanças legislativas e até constitucionais que poderiam estabelecer critérios mais rígidos para o andamento de ações e limitar determinadas práticas processuais.

No Congresso Nacional, uma das ideias que volta ao centro das discussões é a criação de mandatos fixos para ministros do STF. Defensores da proposta argumentam que a medida ampliaria a rotatividade e alinharia o Judiciário às dinâmicas democráticas presentes no Executivo e no Legislativo. Já críticos avaliam que a alteração pode gerar impactos na independência institucional da Corte.

Casos recentes envolvendo decisões de grande repercussão econômica e política também contribuíram para ampliar o escrutínio público sobre o Supremo. Apesar das divergências, especialistas ressaltam que o tribunal continua sendo uma peça central do sistema democrático brasileiro e que o debate sobre reformas institucionais deve buscar equilíbrio entre autonomia judicial, transparência e confiança social.

Enquanto as discussões avançam, a expectativa é que novas propostas sejam apresentadas nos próximos meses, ampliando o diálogo entre Judiciário, Legislativo e sociedade civil sobre o futuro do STF e os caminhos para fortalecer sua legitimidade institucional.

Redação ANH/DF




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.