Líder da oposição diz que patrocínio ao filme sobre Bolsonaro não envolveu recursos públicos
Senador Rogerio Marinho - Foto: Carlos Moura Rogério Marinho defende Flávio Bolsonaro e diz que caso Banco Master foi "criminalizado"
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e um dos coordenadores da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), saiu em defesa do pré-candidato do partido diante das investigações envolvendo o Banco Master. Em entrevista ao Jornal das 6, da 96 FM Natal, o parlamentar afirmou que a relação entre Flávio e o empresário Daniel Vorcaro teve caráter exclusivamente privado e comercial, negou qualquer irregularidade e descartou mudanças na candidatura do PL à Presidência em 2026.
Segundo Rogério Marinho, o patrocínio do Banco Master ao filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi resultado de uma negociação entre empresas privadas, sem envolvimento de recursos públicos ou troca de favores.
O senador criticou o vazamento de informações da investigação e afirmou que o episódio foi tratado de forma desproporcional.
"É uma relação privada entre uma empresa e um investidor, onde havia um produto a ser oferecido. Essa relação privada, que é perfeitamente normal, foi criminalizada pela maneira como foi exposta em cima de um vazamento seletivo de uma Polícia Federal", declarou.
Marinho também comparou a repercussão do caso com a cobertura dada às relações entre Daniel Vorcaro e integrantes do governo federal, citando encontros do empresário com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Rui Costa, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o senador Jaques Wagner.
Para o senador, essas relações receberam menos atenção da imprensa do que a negociação envolvendo Flávio Bolsonaro.
Sobre o fato de o senador Flávio Bolsonaro ter negado inicialmente qualquer vínculo com Vorcaro, Rogério afirmou que havia uma cláusula de confidencialidade no contrato firmado entre as partes, cuja divulgação poderia acarretar multas e outras sanções.
Ele também minimizou a divulgação de reuniões entre Flávio e o empresário antes da formalização do patrocínio, afirmando que encontros prévios são comuns em negociações desse porte.
Segundo Rogério, outras empresas e instituições financeiras também mantinham conversas com o Banco Master na mesma época, o que, na avaliação dele, demonstra que o contato não representa irregularidade.
Candidatura mantida
Durante a entrevista, Rogério Marinho reafirmou que Jair Bolsonaro já definiu Flávio Bolsonaro como representante do grupo político na disputa presidencial de 2026 e descartou qualquer plano alternativo.
"Nós não temos plano A, B, C, D, E. Nós temos um plano F: vamos ganhar as eleições", afirmou.
O senador atribuiu as especulações sobre uma eventual troca de candidato a setores insatisfeitos dentro do campo conservador e disse que pesquisas internas do partido indicam recuperação da pré-candidatura após a repercussão do caso Banco Master.
Segundo Rogério Marinho, os levantamentos mostram Flávio Bolsonaro com entre 30% e 35% das intenções de voto.
Redação ANH/RN







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