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Maceió,27/06/2026

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Líder da oposição diz que patrocínio ao filme sobre Bolsonaro não envolveu recursos públicos

Assessoria
Líder da oposição diz que patrocínio ao filme sobre Bolsonaro não envolveu recursos públicos Senador Rogerio Marinho - Foto: Carlos Moura

Rogério Marinho defende Flávio Bolsonaro e diz que caso Banco Master foi "criminalizado"

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e um dos coordenadores da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), saiu em defesa do pré-candidato do partido diante das investigações envolvendo o Banco Master. Em entrevista ao Jornal das 6, da 96 FM Natal, o parlamentar afirmou que a relação entre Flávio e o empresário Daniel Vorcaro teve caráter exclusivamente privado e comercial, negou qualquer irregularidade e descartou mudanças na candidatura do PL à Presidência em 2026.

Segundo Rogério Marinho, o patrocínio do Banco Master ao filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi resultado de uma negociação entre empresas privadas, sem envolvimento de recursos públicos ou troca de favores.

O senador criticou o vazamento de informações da investigação e afirmou que o episódio foi tratado de forma desproporcional.

"É uma relação privada entre uma empresa e um investidor, onde havia um produto a ser oferecido. Essa relação privada, que é perfeitamente normal, foi criminalizada pela maneira como foi exposta em cima de um vazamento seletivo de uma Polícia Federal", declarou.

Marinho também comparou a repercussão do caso com a cobertura dada às relações entre Daniel Vorcaro e integrantes do governo federal, citando encontros do empresário com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Rui Costa, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o senador Jaques Wagner.

Para o senador, essas relações receberam menos atenção da imprensa do que a negociação envolvendo Flávio Bolsonaro.

Sobre o fato de o senador Flávio Bolsonaro ter negado inicialmente qualquer vínculo com Vorcaro, Rogério afirmou que havia uma cláusula de confidencialidade no contrato firmado entre as partes, cuja divulgação poderia acarretar multas e outras sanções.

Ele também minimizou a divulgação de reuniões entre Flávio e o empresário antes da formalização do patrocínio, afirmando que encontros prévios são comuns em negociações desse porte.

Segundo Rogério, outras empresas e instituições financeiras também mantinham conversas com o Banco Master na mesma época, o que, na avaliação dele, demonstra que o contato não representa irregularidade.

Candidatura mantida

Durante a entrevista, Rogério Marinho reafirmou que Jair Bolsonaro já definiu Flávio Bolsonaro como representante do grupo político na disputa presidencial de 2026 e descartou qualquer plano alternativo.

"Nós não temos plano A, B, C, D, E. Nós temos um plano F: vamos ganhar as eleições", afirmou.

O senador atribuiu as especulações sobre uma eventual troca de candidato a setores insatisfeitos dentro do campo conservador e disse que pesquisas internas do partido indicam recuperação da pré-candidatura após a repercussão do caso Banco Master.

Segundo Rogério Marinho, os levantamentos mostram Flávio Bolsonaro com entre 30% e 35% das intenções de voto.

Redação ANH/RN




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